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A dimensão de ciência, tecnologia e inovação ganha peso na competitividade regional na Colômbia

Desde 2000, o Escritório da CEPAL em Bogotá classifica os departamentos do país segundo a robustez de sua economia, infraestrutura, capital humano, inovação e instituições.

20 de junho de 2016|Notícia

A última edição do Ranking de competitividade dos departamentos da Colômbia, publicação periódica do Escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Bogotá, revela um peso crescente do capital humano, ciência, tecnologia e inovação na configuração da competitividade regional.

Os 32 departamentos da Colômbia progridem a ritmos diferentes; como resultado, alguns alcançaram maior prosperidade econômica e bem-estar social, enquanto outros permanecem defasados, assinala o estudo que pela primeira vez incorpora os departamentos de Vichada, Guainia e Vaupés.

O Ranking classifica os departamentos em oito níveis, desde líderes até os da rabada. O grupo dos líderes é encabeçado pelo departamento de Cundinamarca, que compreende também Bogotá, a capital do país. Este é seguido por Antioquia, e sua capital Medellín; Caldas e Risaralda (e suas capitais Manizales e Pereira), que fazem parte do Eixo Cafeeiro; Santander, e sua capital Bucaramanga; e Vale do Cauca, cuja capital é Cali. Estes departamentos são reconhecidos por suas grandes contribuições à economia nacional e suas densas aglomerações urbanas.

No grupo alto destacam-se Atlántico (Barranquilla), Quindío (Armenia) e Boyacá (Tunja), seguidos por Meta (Villavicencio), Bolívar (Cartagena), Tolima (Ibagué), Norte de Santander (Cúcuta), Huila (Neiva) e San Andrés Islas. No grupo intermediário baixo situam-se Casanare (Yopal), Cesar (Valledupar), Magdalena (Santa Marta), Nariño (Pasto), Cauca (Popayán), Sucre (Sincelejo) e Córdoba (Monteria).

Os baixos são Caquetá (Florencia), La Guajira (Riohacha) e Arauca; os da rabada são Chocó (Quibdó) e os departamentos amazônicos (Amazonas, Putumaio, Guaviare, Vichada, Guainia e Vaupés), isolados geograficamente e frágeis institucionalmente, imersos num contexto de predominante ruralismo e extensões consideráveis de zonas selváticas.

O relatório apresenta também as tendências de curto e longo prazo na competitividade e em cada um dos fatores. Estes comportamentos dinâmicos classificam os departamentos em outros quatro grupos: “ganhadores”, “emergentes”, “estáveis”, “estagnados” e “perdedores”.

Entre 2000 e 2015, Caldas foi o único departamento ganhador em competitividade, enquanto Bolívar, Cesar, Magdalena e Meta são emergentes. Vale do Cauca e Huila ficaram estagnados, e Chocó e La Guajira baixaram de nível. Os demais departamentos ficaram estáveis, o que indica uma alta inércia estrutural que dificulta a convergência nas brechas de desenvolvimento.

A análise conclui que os departamentos de menor competitividade devem incentivar especializações, enquanto os de nível intermediário e alto devem enfatizar suas dimensões fracas para acumular desenvolvimentos com capacidades mais difundidas, estruturadas e relacionadas.

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