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Macroeconomia para o desenvolvimento, eixo de seminário realizado na Argentina

Em evento organizado pelo Escritório da CEPAL em Buenos Aires, autoridades e peritos analisaram a atual conjuntura econômica da região.

8 de setembro de 2015|Notícia

A restrição externa, a integração financeira e a distribuição da renda foram alguns dos temas abordados durante o segundo seminário sobre estrutura produtiva, instituições e dinâmica econômica realizado em 20 e 21 de agosto em Buenos Aires, Argentina, que contou com a participação de funcionários de governo e peritos.

O evento começou com um diagnóstico regional oferecido por Martín Abeles, Diretor do Escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Buenos Aires, e Sebastián Valdecantos, perito da mesma instituição. Depois foram apresentados vários trabalhos acadêmicos enquadrados dentro da chamada agenda de “macroeconomia para o desenvolvimento”.

O Encarregado de Assuntos Econômicos da CEPAL, Gabriel Porcile, analisou a sustentabilidade de diversos modelos de crescimento e sua interação com a estrutura produtiva, enfatizando o fato de que a restrição externa é um claro limite para o crescimento e o desenvolvimento.

A exposição a cargo de Santiago Capraro, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), ofereceu uma visão mais empírica desse problema através da estimativa da lei de Thirlwall. Por sua vez, Mario Cimoli, Diretor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da CEPAL, baseando-se em um enfoque evolucionista, apresentou um trabalho sobre a eficácia das desvalorizações da taxa de câmbio real como instrumento de aumento da plataforma exportadora.

Com respeito à distribuição da renda, Luis Reyes, da Université Paris-Nord, expôs um trabalho econométrico orientado a identificar os regimes de crescimento (wage-led, profit-led e export-led) subjacentes na região. Posteriormente, Juan Martín Grana e Damián Kennedy, da Universidade de Buenos Aires, examinaram as dinâmicas a longo prazo da distribuição funcional da renda na América Latina.

Finalmente, no bloco correspondente à problemática da integração financeira, Pablo Bortz, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), expôs os diferentes instrumentos para a regulação dos fluxos transfronteiriços, e Esteban Pérez-Caldentey, Encarregado de Assuntos Econômicos da CEPAL, apresentou um trabalho em processo que inclui a construção de matrizes de fluxos financeiros dos países da região, com vistas a analisar a vulnerabilidade externa da América Latina.

Diego Bastourre, do Banco Central da República Argentina, encerrou o evento com uma análise sobre os mercados de commodities e os fluxos de capitais em nosso continente e os determinantes dos spreads (diferença entre os preços de compra e venda de um ativo financeiro) na região. 

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