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O financiamento externo no ciclo recente da economia brasileira

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O financiamento externo no ciclo recente da economia brasileira

Autor institucional: NU. CEPAL. Oficina de Brasilia Descripción física: 64 p. : gráfs., tabls. Editorial: CEPAL Data: junho 2007 Signatura: LC/BRS/R.183

Descrição

Avaliação da evolução e dos determinantes da estrutura de capitais das empresas brasileiras de forma comparada, com particular ênfase no financiamento externo. Uma das principais conclusões é que os fatores intrínsecos ao país de origem são quase tão importantes quanto determinantes da estrutura ao nível da firma. Os fatores setoriais não são tão importantes. Em termos de endividamento geral, as empresas brasileiras vêm se comportando de maneira diferente daquelas de outros mercados emergentes, particularmente os asiáticos. Enquanto as empresas do Brasil vêm aumentando o nível de endividamento em geral, naqueles países a tendência é de diminuição. Para o recente aumento do endividamento no Brasil, a estabilidade econômica, a baixa volatilidade cambial e uma melhor qualidade das instituições, como o Judiciário, foram fundamentais Empresas em países com mais restrições de crédito se endividam mais quando a economia cresce. A demanda por instrumentos de proteção cambial caiu nos últimos tempos mas a oferta parece ter sido adequada para atendê-la. O prazo dos instrumentos de hedge está aumentando, apesar da redução da demanda. Não se encontrou evidência de que as empresas de capital aberto brasileiras estejam se comportando de forma muito diferente das de outros países em desenvolvimento com risco similar no endividamento externo.. A estrutura de capitais das empresas brasileiras apresentou certa dinâmica no tempo, certamente em função das tremendas mudanças econômicas ocorridas no país nos últimos 20 anos. Nos anos 80, as empresas de capital aberto brasileiras pareciam empregar a retenção de lucros como forma primordial de financiamento, com pouco uso do mercado de capitais para dívida ou para ações. Entretanto, nesta época, o uso do mercado de ações era maior do que o do mercado de dívida de longo prazo. Mais recentemente, o perfil do endividamento das empresas brasileiras de capital aberto mudou, especialmente depois do Plano Real e da estabilização da inflação. O endividamento de longo prazo destas empresas tornou-se bem mais elevado, não sendo, entretanto, acompanhado pelo maior uso do mercado de ações, até a tímida retomada do mercado primário a partir de 2004. O Brasil, sob diversas medidas, ainda aparece como um país no qual o desenvolvimento relativo do mercado de ações é baixo e onde o risco econômico, por conta, por exemplo, do baixo crescimento e do risco de inflação, ainda pode ser expressivo. Do ponto de vista institucional, o Brasil tem problemas com a baixa proteção oferecida a credores e a investidores em geral pela aplicação das leis por parte do judiciário, bem como apresenta indicadores de corrupção elevados.