Você está aqui

Disponível em:EspañolPortuguês

Convergência entre a Aliança do Pacífico e o MERCOSUL é necessária e urgente: CEPAL

Secretário-Executivo Adjunto da CEPAL, Mario Cimoli, participou em Brasília do Seminário que analisou a importância de intensificar os vínculos entre ambos os blocos.

5 de junho de 2018|Notícia

foto_efe_675.jpg

Mario Cimoli, Secretário-Executivo Adjunto a.i. da CEPAL (no centro), durante sua apresentação no seminário realizado em Brasília.
Mario Cimoli, Secretário-Executivo Adjunto a.i. da CEPAL (no centro), durante sua apresentação no seminário realizado em Brasília.
Foto: EFE/Joédson Alves

Em uma conjuntura tão turbulenta como a atual, onde crescem os questionamentos à globalização e às tensões migratórias e comerciais, intensificar a integração regional não é uma opção mas um imperativo. Assim, afirma a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em um novo documento apresentado nessa terça, 5 de junho de 2018 em Brasília.

A publicação, intitulada: A convergência entre a Aliança do Pacífico e o MERCOSUL. Enfrentando juntos um cenário mundial desafiante, indica que a convergência entre a Aliança do Pacífico e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é necessária e urgente, visto que, juntamente com a África, a América Latina e o Caribe apresentam os menores índices de comércio intrarregional do mundo: apenas 16% do valor de suas exportações é destinado para a própria região, muito abaixo dos 50% que são registrados na Ásia Oriental e na América do Norte, e dos 64% da União Europeia. Além disso, os encadeamentos produtivos entre os países da região são, em geral, escassos e fracos.

O documento foi apresentado por Mario Cimoli, Secretário-Executivo Adjunto do organismo da ONU, representando a Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, durante o Seminário “MERCOSUL-Aliança do Pacífico: Reforçando os Vetores da Integração”, que foi realizado hoje no Ministério das Relações Exteriores do Brasil, principal organizador do Encontro juntamente com a Fundação Alexandre de Gusmão e com a Confederação Nacional da Indústria do Brasil.

“A digitalização é um novo e poderoso motor central da integração regional. As discussões entre o MERCOSUL e a Aliança do Pacífico não podem deixar para trás esse tema e precisam ir além de uma única discussão sobre tarifas alfandegárias”, ressaltou Cimoli. “Vontade política, flexibilidade, escala e pensar em novas tecnologias digitais poderão ajudar e acelerar o processo de integração regional”, enfatizou Mario Cimoli. 

Ao mesmo tempo, o Ministro de Relações Exteriores interino do Brasil, Embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, reconheceu a contribuição da CEPAL em seus documentos para a convergência entre ambos os blocos como um caminho promissor para um mercado latino-americano. Afirmou, também, que a Agenda Digital eLAC 2020 e o Mercado Digital Regional - ambos impulsionados pela Comissão Regional da ONU - são propostas de grande importância no processo de integração latino-americana e caribenha.

No prefácio do documento apresentado, Alicia Bárcena aponta que “a CEPAL tem apoiado o processo de ‘convergência na diversidade’ entre a Aliança do Pacífico e o MERCOSUL desde que foi proposto inicialmente pelo Governo do Chile em 2014. De fato, dado o forte peso econômico e demográfico de ambos grupos, a convergência entre elas se tornaria um poderoso catalisador da integração da região em seu conjunto. Trata-se de uma proposta inovadora, baseada em um enfoque de avanços graduais que permitam gerar as condições para serem propostos objetivos mais ambiciosos”.

Por outro lado, e por iniciativa do Embaixador do México no Brasil, Salvador Arriola, os participantes do Seminário comemoraram e aplaudiram os 70 anos da CEPAL - que se celebram esse ano - e sua contribuição para a integração regional.