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A CEPAL analisa o processo de transformação digital de MPME turísticas dos países do SICA

Nova publicação da sede sub-regional no México inclui uma análise transversal de gênero e aborda a capacidade de inovação das empresas rurais do setor.

30 de junho de 2021|Notícia

As micro, pequenas e médias empresas (MPME) turísticas dos países-membros do Sistema da Integração Centro-Americana (SICA) reconhecem a importância das ferramentas digitais para atrair turistas, ganhar visibilidade e vender, e mostram grande abertura para incursionar nelas. No entanto, ainda fazem uso básico dessas tecnologias para comunicar e promover as empresas, perdendo oportunidades para melhorar sua competitividade, produtividade e sustentabilidade, diz um novo documento publicado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

A publicação Turismo na América Central e na República Dominicana ante as tecnologias digitais: desafios e oportunidades para as MPME, elaborada por funcionários da sede sub-regional da CEPAL no México, revela que os principais obstáculos que impedem o progresso na transformação digital giram em torno de três temas: (i) uso, (ii) acesso e (iii) tempo.

  1. As empresas estão conectadas, mas só usam de maneira básica ferramentas como redes sociais e plataformas de mensagens. As capacidades digitais limitadas resultam em desconhecimento de novas tecnologias, dificuldade em subcontratar e supervisar serviços digitais e uso básico de ferramentas de gestão empresarial.
     
  2. O acesso apresenta diversos tipos de barreiras, principalmente a qualidade da banda larga em relação ao seu custo em áreas remotas, bem como o custo de equipamentos e serviços digitais, como marketing digital ou análise de dados. Além disso, observam-se capacidades muito limitadas para investir continuamente em produtos e serviços digitais.
     
  3. As empresas analisadas tendem a ser familiares ou microempresas em que a grande diversidade de tarefas é dividida entre poucas pessoas, motivo pelo qual há pouca disponibilidade de tempo para inovar. Muitas dessas condições são exacerbadas em áreas rurais, onde a maioria dos atrativos turísticos da região estão localizados.

As mulheres, tanto as trabalhadoras como as empreendedoras, enfrentam desafios adicionais no processo de transformação digital, assinala o documento. Embora o turismo facilite seu empoderamento econômico, as mulheres ocupam cargos operacionais e administrativos normalmente excluídos dos programas de treinamento digital, enfrentam maiores restrições de financiamento e têm menos tempo disponível para inovar devido à carga de trabalho de cuidado não remunerado que assumem.

A inovação, facilitada pelas ferramentas digitais, pode oferecer soluções para os desafios mais persistentes enfrentados pelas MPME: gestão empresarial, acesso ao financiamento e profissionalização e formação contínua, destaca a publicação da CEPAL.

Por fim, o texto lembra a importância da articulação no território para a gestão das comunidades turísticas e a necessidade de ter capacidades institucionais para que as políticas públicas respondam adequadamente às diversas necessidades de cada região.

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