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Governos caribenhos procuram reposicionar seus países para alcançar o desenvolvimento sustentável

A Décima Nona Reunião do Comitê de Monitoramento da Comissão de Desenvolvimento e Cooperação do Caribe (CDCC) foi realizada em Port of Spain, Trinidad e Tobago.

17 de maio de 2019|Comunicado de imprensa

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A Décima Nona Reunião do Comitê de Monitoramento da Comissão de Desenvolvimento e Cooperação do Caribe (CDCC) foi realizada em Port of Spain, Trinidad e Tobago
A Décima Nona Reunião do Comitê de Monitoramento da Comissão de Desenvolvimento e Cooperação do Caribe (CDCC) foi realizada em Port of Spain, Trinidad e Tobago.
Foto: CEPAL

Ministros e altos funcionários do Caribe fizeram um apelo para reposicionar os vulneráveis e endividados pequenos Estados insulares em desenvolvimento  da sub-região na trajetória do desenvolvimento sustentável, durante a Décima Nona Reunião do Comitê de Monitoramento da Comissão de Desenvolvimento e Cooperação do Caribe (CDCC), realizada no dia 17 de maio de 2019 em Port of Spain, Trinidad e Tobago.

Durante a abertura da reunião de alto nível, o Secretário Executivo Adjunto para Administração e Análise de Programas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Raúl Garcia-Buchaca, que participou em representação da Secretária Executiva Alicia Bárcena, destacou: “nosso foco continua direcionado para a construção das habilidades necessárias e capacidades institucionais para que vocês, que têm a responsabilidade pela implementação de políticas para alcançar o desenvolvimento sustentável em seus países, estejam melhor posicionados para enfrentar os desafios do planejamento setorial integrado e a coerência entre políticas, fatores essenciais para a implementação bem-sucedida da Agenda 2030”.

Ao dar as boas-vindas aos Estados Membros e Membros Associados da CEPAL, o Ministro das Relações Exteriores e Assuntos da CARICOM de Trinidad e Tobago, Dennis Moses, assinalou: “Trinidad e Tobago tem se beneficiado de uma série de atividades de cooperação técnica no atual biênio. De fato, encontramos na Sede Sub-Regional da CEPAL para o Caribe um parceiro responsável e confiável. Nos acostumamos a contar com a CEPAL como um centro de pensamento que facilita o contato e a cooperação entre nós, seus membros”.

A atual Presidente do CDCC, a Ministra com responsabilidade em Assuntos Exteriores de Santa Lúcia, Sarah Flood-Beaubrun, ecoou essas palavras e sublinhou: “entre as lições das sessões desta semana figuram a importância da coerência institucional, operacional e de políticas para um planejamento integrado do desenvolvimento sustentável mais eficaz; o valor de uma forte rede de pontos focais nacionais neste âmbito; e o fato de que não há uma solução única que sirva para todos. Encontramos a mais adequada para nossas próprias circunstâncias nacionais e teremos que encontrar formas inovadoras para fortalecer nossa capacidade de coletar e analisar dados para cumprir as obrigações de monitoramento e informação sobre a Agenda 2030”.

Para reposicionar os vulneráveis e endividados pequenos Estados insulares do Caribe no caminho do desenvolvimento sustentável, os altos funcionários, economistas, estatísticos, representantes de organizações não governamentais e referenciais da sociedade civil debateram sobre a importância de construir sinergias mais fortes entre as agendas desses Estados e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao destacar os esforços realizados pela sede sub-regional da CEPAL para o Caribe nos últimos 12 meses, sua Diretora, Diane Quarless, sublinhou: “a equipe de Port of Spain continua entusiasmada e comprometida com a provisão de apoio focalizado e substantivo para atender as necessidades específicas dos países do Caribe. Concluímos outro ano de iniciativas de pesquisa, análise de políticas, assistência técnica e construção de capacidade institucional para avançar no processo de desenvolvimento sustentável da sub-região”.

Diane Quarless também refletiu sobre a contribuição dessa subsede da CEPAL para o Caribe, através do fortalecimento da capacidade dos governos com capacitações focalizadas e atividades de apoio em âmbitos como a sustentabilidade da dívida, a avaliação de desastres e a formulação de políticas.

Outras discussões concentraram-se nos resultados da terceira reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado de 22 a 26 de abril de 2019 em Santiago, Chile, na qual as autoridades focalizaram as dificuldades que afetam a sub-região e reconheceram as limitações compartilhadas que impedem que os Estados caribenhos alcancem o desenvolvimento.

No encontro também foram apresentados os preparativos para o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável e a reunião sobre pequenos Estados insulares que acontecerão durante o 74º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro deste ano, ocasião em que o Caribe sublinhará a importância de empoderar as pessoas, garantir a inclusão e promover a igualdade na formulação de estratégias para melhorar a resiliência dos países.

A sede sub-regional da CEPAL para o Caribe exerce a Secretaria do CDCC, cujas sessões ordinárias são realizadas a cada dois anos. Entre as sessões, convoca-se o Comitê de Monitoramento.

Durante sua visita a Port of Spain, o Secretário Executivo Adjunto da CEPAL, Raúl Garcia-Buchaca, também participou da sessão de encerramento da Conferência Internacional sobre a Implementação da Agenda 2030 no Caribe. Segundo ele, o evento foi organizado através da colaboração frutífera entre a CEPAL, o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DAES) da ONU e o Instituto das Nações Unidas para Formação Profissional e Pesquisas (UNITAR), “como uma demonstração prática da iniciativa ‘Unidos na Ação’ das Nações Unidas no Caribe e de nosso compromisso de apoiá-los na implementação da Agenda 2030”.

“A CEPAL está otimista a respeito do ritmo de implementação dos ODS no Caribe, que é constante. Cremos firmemente que as intervenções para construir capacidades, como esta conferência, são essenciais para que os pequenos Estados insulares do Caribe possam planejar e implementar os ODS de maneira integrada e coerente”, concluiu Garcia-Buchaca.

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