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Emprego e productividade no Brasil na década de noventa

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Emprego e productividade no Brasil na década de noventa

Autor institucional: NU. CEPAL-NU. CEPAL. División de Desarrollo Económico-Países Bajos. Gobierno Descripción física: 39 páginas. Editorial: CEPAL Data: julho 1999 Signatura: LC/L.1219

Descrição

Resumo A década de noventa tem se caracterizado no Brasil, por um intenso processo de mudanças estruturais. Do ponto de vista macroeconômico, a abertura da economia à concorrência internacional e a estabilização dos preços teve efeitos importantes sobre o ritmo e a estrutura do crescimento do país. Estas mudanças, como não poderia deixar de ocorrer, tiveram um reflexo direto sobre o desempenho do mercado de trabalho. Redução do emprego industrial, aumento da proporção de trabalhadores informais, combinado a aumento do rendimento real dos trabalhadores e do emprego nos setores comércio e serviços, são alguns destes reflexos. Entretanto, este aumento do nível de emprego nos setores comércio e serviços, que tem compensado a queda do emprego industrial, começa a mostrar sinais de arrefecimento. Como resultado, as taxas de desemprego aberto têm apresentado uma tendência ao crescimento, principalmente após a estabilização da economia. Esta evolução do mercado de trabalho após a estabilização sugere um quadro preocupante para o futuro, com mudança na estrutura da demanda por qualificação da mão de obra, inadequação da demanda à oferta de qualificação e aumento da taxa de desemprego de longo prazo. O objetivo deste artigo é analisar o desempenho do mercado de trabalho metropolitano brasileiro no período pós-estabilização. No artigo, estudamos a evolução do nível e da estrutura do emprego, dos rendimentos reais e da produtividade do trabalho nos setores indústria, comércio e serviços e da taxa de desemprego, assim como a adequação da estrutura de qualificação da oferta de mão de obraà nova estrutura de demanda originada pelas novas condições tecnológicas e gerenciais na indústria. Nossos fatos estilizados sugerem que a nova estrutura da demanda por qualificação é incompatível com a estrutura da oferta de qualificação da mão de obra industrial.