Você está aqui

Disponível em:EnglishEspañolFrançaisPortuguês

A ineficiência da desigualdade. Síntese

maio 2018 | Livros e Documentos Institucionais, Documentos de posição da sessão da Comissão
Publication cover
Autor institucional:
  • NU. CEPAL
Signatura:
LC/SES.37/4
Páginas:
76 p.
Editorial:
CEPAL
Tipo:
Livros e Documentos Institucionais, Documentos de posição da sessão da Comissão
Coleção:
  • Livros e Monografias
    • Livros e Documentos Institucionais
  • Documentos de posição da sessão da Comissão

Download publication

Descrição

Dando continuidade à ênfase que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) atribui à igualdade desde 2010, e em concordância com o propósito de não deixar ninguém para trás, expressado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, este documento analisa os mecanismos mediante os quais a desigualdade reduz a eficiência dinâmica das economias da América Latina e do Caribe. Analisa e mede os efeitos da desigualdade de acesso à saúde e à educação sobre a produtividade e a renda, bem como as consequências da desigualdade de oportunidades causada pela discriminação em razão do gênero ou da condição étnico- racial. Também examina como estas desigualdades se refletem no território, na infraestrutura e na dinâmica urbana, gerando custos não só em termos de produtividade, mas também de ineficiência energética e deterioração do meio ambiente, o que compromete as possibilidades de desenvolvimento das gerações atuais e futuras.

As restrições impostas pela desigualdade à inovação e à criatividade são mais intensas porque se internalizam na cultura dos agentes, dando lugar a uma cultura do privilégio em que os muitos bens públicos e direitos não são impessoais e parte importante da população não tem acesso a eles. Isso enfraquece a confiança nas interações sociais e nas instituições democráticas.

Neste documento a CEPAL propõe orientações estratégicas para aumentar a eficiência dinâmica das economias latino-americanas e caribenhas com base na igualdade. O desenvolvimento de capacidades e a construção de Estados de bem-estar são componentes centrais de um novo paradigma de desenvolvimento em que a revolução tecnológica seja colocada a serviço de uma trajetória de crescimento de baixo carbono e intensivo em tecnologia. Nesse contexto, aumentar o investimento público e privado em torno de um grande impulso ambiental, mediante o qual se diversifique a estrutura produtiva e se reduza a heterogeneidade estrutural, é uma tarefa urgente ante a velocidade das mudanças que transformam a economia global e o aumento da incerteza que as acompanha.

Índice

I. A igualdade no centro do desenvolvimento .-- II. Um cenário internacional incerto .-- III. A vulnerabilidade externa .-- IV. A desigualdade: uma barreira ao aumento da produtividade .-- V. Desigualdades que segregam e deterioram: território e meio ambiente .-- VI. Instituições e cultura do privilégio .-- VII. Orientações estratégicas.