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Estudo analisa grau de integração econômica do México com Estados Unidos e Canadá

O documento “Vínculos produtivos na América do Norte” analisa o comércio e o investimento entre as três nações, sem abordar os fluxos migratórios, embora reconheça sua importância em termos de desenvolvimento.

13 de junho de 2019|Notícia

As economias da América do Norte mantiveram fortes vínculos de comércio e investimento em 25 anos do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). Nesse espaço de cooperação econômica surgiram cadeias de valor regionais que permitiram que as empresas da América do Norte enfrentassem a forte concorrência internacional. Neste cenário, aparece a nova publicação da Sede Sub-Regional da CEPAL no México.

O documento  Vínculos produtivos na América do Norte, publicado em maio de 2019, examina o grau de integração econômica entre México, Estados Unidos e Canadá. Analisa a competitividade das principais indústrias nos três países, como se relacionam através das cadeias de valor e o impacto dos fluxos de comércio e investimento sobre a estrutura produtiva e o desenvolvimento do México.

O autor do estudo, Miguel Pérez Ludeña, consultor da Unidade de Comércio Internacional da CEPAL, assegura que a integração com essas nações do norte permitiu que o México atraísse grandes fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) para a manufatura e criasse capacidades em indústrias exportadoras que as empresas locais não teriam podido fazer por si sós. Contudo, o autor também menciona que as empresas estrangeiras deixaram pouco valor agregado no país e investiram muito pouco em inovação e desenvolvimento. Assim, a integração na América do Norte não conseguiu aproximar a renda média do México ao nível dos Estados Unidos e Canadá.

Por outro lado, o documento ressalta que a maior parte do comércio entre as nações do NAFTA se concentra em manufaturas. Dentro desse setor destaca-se a indústria automotiva, seguida da eletrônica e mecânica. Três indústrias que conseguiram construir uma cadeia de valor na qual peças e componentes são produzidos nos países da América do Norte e cruzam as fronteiras várias vezes antes de chegar ao consumidor final. O grau de integração varia segundo as indústrias, mas em todos os setores manufatureiros os países do NAFTA são os principais fornecedores de insumos intermediários.

A publicação afirma que o investimento estrangeiro continua criando capacidade de manufatura no México. A indústria automotiva continuou crescendo durante 2017 e 2018, apesar da renegociação do NAFTA, e nestes últimos anos conseguiu diversificar um pouco as exportações para não depender totalmente do mercado dos EUA. Por outro lado, as reformas no setor energético conseguiram atrair investimento estrangeiro direto para este setor e aumentaram as exportações de serviços modernos do México para os Estados Unidos.

Segundo o estudo, o investimento estrangeiro na América do Norte não flui unicamente numa direção, mas as empresas mexicanas também podem aproveitar a oportunidade de expansão que o mercado dos Estados Unidos oferece, embora ainda sejam poucas as empresas que o fazem. Em sua maioria, os fluxos de investimento que se dirigem do México para o norte são investimentos em carteira.

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