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A CEPAL Caribe encara o assédio nas ruas em Trinidad e Tobago

O assédio nas ruas é uma experiência comum para mulheres e meninas em Trinidad e Tobago. Não existem estatísticas sobre sua prevalência, mas as mulheres e meninas informam que é algo cotidiano tolerado como uma convenção social.

25 de novembro de 2019|Notícia

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#StopStreetHarassment
Street Harassment Campaign
ECLAC Caribbean

O assédio na rua se manifesta de muitas formas, desde os avanços sexuais não consentidos e os pedidos de favores sexuais a outras condutas verbais ou físicas de natureza sexual, como os comentários sobre a aparência das mulheres, os galanteios e a perseguição escondida. Em Trinidad e Tobago, as migrantes, as solicitantes de asilo e as refugiadas são particularmente vulneráveis ao assédio na rua, exploração e outras formas de violência de gênero.

Neste ano, a CEPAL Caribe (Port of Spain), em colaboração com a Equipa de País das Nações Unidas e em aliança com as Altas Comissões Britânicas e Canadenses, a Embaixada da Espanha, o Ministério da Educação e a Polícia de Trinidad e Tobago, comemorarão os 16 Dias de ativismo contra a violência de gênero (25 de novembro a 10 de dezembro) com uma iniciativa para despertar conscientização sobre a necessidade de abordar o assédio nas ruas em Trinidad e Tobago.

A campanha incluirá publicidade em outdoors digitais ao longo do país e a distribuição de cartazes para exibir nas escolas secundárias e nas delegacias em todo o território nacional. Os outdoors e cartazes têm a mesma mensagem: “Deixem que as mulheres e meninas andem em paz pelas ruas. Os comentários sobre seus corpos podem fazer com que se sintam inseguras. É uma questão de respeito!” Também serão compartilhados nas redes sociais os vídeos educativos que incluem a canção de Calypso Rose intitulada “Leave me alone” e um apelo à ação para os homens e meninos, junto com outras mensagens positivas. Além dos 16 Dias de ativismo contra a violência de gênero, a CEPAL propõe trabalhar em aliança com as escolas secundárias para fomentar discussões produtivas sobre o assédio na rua e explorar outras oportunidades para promover a mensagem da campanha.

Embora o assédio na rua se situe na parte inferior do espectro de violência de gênero, é considerado uma “ofensa de entrada” para uma violência contra as mulheres mais grave. Quando se tolera o assédio na rua, alimentam-se atitudes danosas contra as mulheres que criam terreno fértil para outras formas de violência de gênero. O assédio na rua impacta de forma negativa a segurança, a mobilidade, a autonomia, as oportunidades econômicas e a liberdade de expressão das mulheres. O medo provocado pelo assédio na rua incide negativamente nas decisões de mulheres e meninas de ficar sozinha em público e usar o transporte público e afeta seu acesso em condições de igualdade a oportunidades recreativas e de sustento econômico nos espaços públicos ao ar livre. Impede que as mulheres exerçam seu direito à igualdade de tratamento e vivam com dignidade, livres de medo, violência e discriminação. Também tem efeitos nocivos para os homens e meninos, ao obrigá-los a adaptar-se a normas hipermasculinas, entre outros.

A campanha de 16 dias de duração busca educar os que praticam o assédio nas ruas sobre seus efeitos danosos e provocar uma conversa nacional que impulsione o respeito às mulheres e meninas. A campanha contribuirá para a redução do assédio na rua, a eliminação da desigualdade de gênero e a realização dos direitos e a autonomia das mulheres em Trinidade e Tobago.

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