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"O progresso e o bem-estar dos povos das Américas constituem uma responsabilidade compartilhada"

Alicia Bárcena participou da abertura da VI Cúpula das Américas juntamente com o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza.

18 de abril de 2012|Comunicado de imprensa

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Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL.
Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL.
Foto: Lorenzo Moscia/CEPAL

(14 de abril de 2012) "Os desafios de hoje e de amanhã transpassam as fronteiras nacionais. O progresso e o bem-estar dos povos das Américas constituem uma responsabilidade compartilhada entre o Canadá, os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe", afirmou hoje a Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, na abertura da VI Cúpula das Américas em Cartagena das Índias, Colômbia.

Na reunião, que reune Chefes de Estado e de Governo de 34 países do continente americano e cujo lema é "Conectando as Américas: parceiros para a prosperidade", Bárcena apresentou  um panorama da situação econômica e social da América Latina e do Caribe, e propôs diversos desafios de políticas para avançar em direção ao desenvolvimento com igualdade na região.

"O valor deste diálogo hemisférico entre as Américas (Norte-Centro-Sul) e o Caribe é reconhecido por todos os atores, o que é expressado na importante e numerosa participação de Chefes de Estado e de Governo aqui presentes", destacou a alta representante das Nações Unidas, transmitindo aos participantes uma saudação do Secretário Geral desta reunião mundial, Ban Ki-moon.

No entanto, Bárcena pediu para incluir na próxima Cúpula das Américas a todos os países do hemisfério para que "este diálogo se fortaleça e se projete de forma sólida para décadas futuras".

A Secretária Executiva destacou  a criação da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), em 2010, "como um sucesso histórico da maior competência, que almeja mudar a forma de nos relacionarmos entre nós mesmos e com o resto do mundo, com pragmatismo e idealismo".

"Ser parceiros para a prosperidade significa nos reconhecermos como iguais, porém respeitando-nos naquilo que somos diferentes; isto significa reconhecer que temos responsabilidades comuns mas também diferenciadas na construção desta prosperidade", disse.

A CEPAL integra o Grupo de Trabalho Conjunto de Cúpulas, sob a liderança da Organização dos  Estados Americanos (OEA). Neste marco, a Comissão contribuiu para a reunião na Colômbia com insumos técnicos e propostas concretas mensuráveis no tempo. 

"Este ano cumprem-se três décadas desde a dramática crise da dívida que marcou para nosso continente a década perdida dos anos oitenta. Hoje a região é uma fonte de lições sobre como enfrentar uma grave recessão mundial com resiliência econômica e social", afirmou.

Por sua vez, a região tem aprendido "a ser prudente na área macroeconômica e progressista e na  social,  aplicando medidas contracíclicas diversas, desde moderadas e transitórias até as estruturais, que evitaram, sobretudo na última década, custos sociais irreversíveis".

Bárcena destacou que graças à ação  dos Estados, a região tem visto diminuir nas últimas duas décadas o número de pessoas que viviam na pobreza, de 48,4 % (1990) para 30,4 % (2011).  A extrema pobreza ou indigência diminuiu quase 10 pontos percentuais, passando de 22,6 % para 12,8% da população, enquanto o emprego aumentou em quantidade e melhorou na qualidade.

A alta funcionária identificou outros ativos importantes da região: uma inflação controlada (6,6 %), sólidas políticas fiscais, uma dívida pública menor e melhor estruturada (abaixo de 35 % do PIB) e um nível inédito de reservas internacionais (superior a 765 bilhões de dólares).

Entretanto, recordou também que persisten importantes brechas ainda por fechar. "A desigualdade conspira contra o desenvolvimento e a segurança. Nossa região pode crescer mais e melhor. O paradigma hoje é igualar para crescer e crescer para igualar", afirmou.

"Os níveis de investimento na América Latina e no Caribe alcançam hoje 20 % do produto interno bruto (PIB), enquanto na Ásia e no Pacífico se investe em torno de 40 % do PIB", disse. Acrescentou que "o comércio intra-regional na América Latina e no Caribe só chega a 19 %, diferentemente da Ásia e do Pacífico, onde alcança 48 %, e na Europa, onde atinge 54 %".

A representante da CEPAL pediu também para se repensar a estrutura das alianças estratégicas, concedendo maior importância às relações Sul-Sul.

"Desde que se iniciaram as Cúpulas em 1994 podemos dizer que não somente o hemisfério tem se modificado; o mundo já não é o mesmo. O peso das economias emergentes é cada vez maior. Para o ano  de 2016 estas alcançarão 53 % do PIB mundial", indicou.

Entre os principais temas abordados na VI Cúpula das Américas, que termina no domingo 15, consideram-se a integração física regional, o acesso e utilização das tecnologias de informação e de comunicação (TIC), os desastres naturais, a segurança e a redução da pobreza e da desigualdade.

As cúpulas anteriores se realizaram em Miami (1994), Santiago do Chile (1998), Quebec (2001), Mar del Plata (2005) e Porto Espanha (2009). Somam-se a elas as duas Cúpulas extraordinárias em Santa Cruz de la Sierra (1996) e Monterrey (2004).

 

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