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O Chile acolherá o principal fórum intergovernamental sobre direitos das mulheres e igualdade de gênero na região

A XIV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, organizada pela CEPAL com apoio de ONU Mulheres, será realizada de 4 a 8 de novembro em Santiago.

6 de setembro de 2019|Comunicado de imprensa

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Isabel Plá, Ministra da Mulher e Equidade de Gênero do Chile, Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, María Noel Vaeza, Diretora Regional para as Américas e o Caribe de ONU Mulheres.
Isabel Plá, Ministra da Mulher e Equidade de Gênero do Chile, Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, María Noel Vaeza, Diretora Regional para as Américas e o Caribe de ONU Mulheres.
Foto: CEPAL.

A autonomia das mulheres em cenários econômicos cambiantes será o tema principal da XIV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, que será realizada de 4 a 8 de novembro na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago do Chile, informaram no dia 6 de setembro autoridades e altas funcionárias da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe é o principal fórum intergovernamental sobre os direitos das mulheres e a igualdade de gênero na região, destacaram numa conferência de imprensa Isabel Plá, Ministra da Mulher e Equidade de Gênero do Chile, Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, María Noel Vaeza, Diretora Regional para as Américas e o Caribe de ONU Mulheres, e Mariella Mazzotti, Diretora do Instituto Nacional das Mulheres (INMUJERES) do Uruguai, na qualidade de Presidenta da Mesa Diretora da Conferência Regional (por videoconferência).

O encontro, realizado a cada três anos, é organizado pela CEPAL, como Secretaria da Conferência, com o apoio da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres). Participam representantes de governos, organizações da sociedade civil e Sistema das Nações Unidas.

“Em nome do Governo do Presidente Sebastián Piñera, quero assinalar que para nós é uma honra e um enorme desafio ser os anfitriões da XIV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe e nos sentimos muito orgulhosos de receber no mês de novembro em Santiago representantes dos países da região” para compartilhar os avanços, experiências e desafios a respeito da situação das mulheres, assinalou a Ministra Isabel Plá.

“A revolução digital abre enormes oportunidades para as mulheres que ainda não têm renda própria", disse Plá, que destacou a inclusão da análise das desigualdades de gênero em outros grandes eventos internacionais que serão realizados nos próximos meses no Chile, particularmente a 25ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP25) e a Cúpula de Líderes da APEC (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).

Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, indicou que em novembro será analisada a revolução digital, a forma em que estão sendo segmentadas as ocupações para as mulheres e quais são os setores inovadores que podem gerar empregos. Também será examinada a economia do cuidado e seu impacto na vida das mulheres, bem como a migração das mulheres na região.

“Não basta falar de igualdade de gênero. A igualdade deve estar sustentada na autonomia. Porque, se uma pessoa não tem autonomia, não tem liberdade. Nos referimos à autonomia física, política e econômica das mulheres”, destacou Alicia Bárcena; espera-se um grande número de participantes na Conferência Regional que será realizada pela segunda vez no Chile (depois de 1997), como ocorreu nas anteriores edições do encontro.

María Noel Vaeza, Diretora Regional de ONU Mulheres, indicou: “A XIV Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe vai permitir discutir as decisões e as soluções para sair da estagnação econômica da região, porque, se as mulheres não intervierem na economia, a região não vai crescer”. A representante também destacou que esta conferência “vai ser um exemplo de como as agências das Nações Unidas podem trabalhar juntas”.

Finalmente, Mariella Mazzotti, de INMUJERES, sublinhou que a Conferência Regional sobre a Mulher, cuja XIII edição foi realizada no Uruguai em 2016, “teve um papel substantivo para o trabalho conjunto dos países da região, de aprendizado mútuo, mas também de elaboração de recomendações”. “A XIV Conferência Regional vai ser fundamental porque vai adotar uma visão de conjuntura, mas também de médio prazo, o que os países têm que abordar para avançar rumo a um desenvolvimento sustentável com igualdade”, enfatizou.

A Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe é convocada para identificar a situação regional e sub-regional da autonomia e dos direitos das mulheres, apresentar recomendações em matéria de políticas públicas de igualdade de gênero e realizar avaliações periódicas das atividades realizadas em cumprimento dos acordos regionais e internacionais.

No encontro em Santiago será comemorado o Vigésimo Quinto Aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim (Pequim+25) e haverá um painel de alto nível para avaliar os avanços na aplicação da Estratégia de Montevidéu para a Implementação da Agenda Regional de Gênero no Âmbito do Desenvolvimento Sustentável até 2030, adotada em 2016.