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Nova edição do Anuário Estatístico da CEPAL oferece um conjunto de estatísticas regionais sobre os três pilares do desenvolvimento

A edição de 2019 do relatório anual da Comissão apresenta um conjunto selecionado de indicadores sobre a situação social, econômica e ambiental dos países da América Latina e do Caribe.

7 de abril de 2020|Comunicado de imprensa

Um panorama estatístico sobre o desenvolvimento sociodemográfico, econômico e ambiental dos países da região é apresentado pelo Anuário Estatístico da América Latina e do Caribe 2019, relatório anual da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgado hoje.

Essa publicação, que se encontra disponível no site da CEPAL, constitui uma referência para aqueles que desejam contar com dados descritivos estatísticos comparativos entre países e ao longo do tempo. Esta edição contém informações disponíveis até meados de dezembro de 2019.

O Anuário Estatístico 2019 é organizado em três capítulos. No primeiro, são apresentados aspectos demográficos e sociais que incluem indicadores de população, trabalho, educação, saúde, moradia e serviços básicos, pobreza e distribuição de renda e gênero. Segundo esses dados, a população da América Latina e do Caribe ultrapassou 648 milhões de habitantes a partir de 2019, com 81% vivendo em áreas urbanas e com uma expectativa de vida ao nascer de 75,2 anos.

Em 2018, a taxa média de mortalidade neonatal para a América Latina e o Caribe foi de 9,1 mortes por cada 1.000 nascidos vivos. Essa média é o resultado de uma ampla heterogeneidade entre os países, onde alguns têm uma taxa de mortalidade neonatal equivalente à metade da média regional, enquanto outros apresentam uma taxa três vezes superior à média regional.

O relatório indica que a participação no sistema educacional diminui consideravelmente à medida em que crianças e jovens avançam em sua trajetória educacional na educação formal. Embora a frequência em um estabelecimento educacional seja quase universal para meninas e meninos de 7 a 12 anos, ela cai em torno de 80% entre os jovens entre 13 e 19 anos de idade e atinge apenas 40% entre as pessoas de 20 a 24 anos. É nesse último grupo que a situação é mais heterogênea de acordo com o nível de renda familiar, uma vez que as taxas de frequência entre os jovens no quintil de maior renda são o dobro das registradas entre os jovens no quintil mais baixo.

As desigualdades de gênero são evidentes nos padrões de inserção do trabalho e educacional. A porcentagem de jovens entre 15 e 24 anos que não frequentam a escola nem participam do mercado de trabalho é inferior a 10% entre os homens e sobe para quase 26% entre as mulheres. Duas em cada três mulheres que não estudam nem estão empregadas se encontram nessa situação porque são responsáveis pelo trabalho de assistência no lar. Em comparação, entre os homens, esse motivo afeta apenas um em cada nove jovens.

O segundo capítulo apresenta informações econômicas referentes às contas nacionais, ao balanço de pagamentos, comércio exterior e índices de preços, entre outros. O Anuário mostra que em 2018 o PIB anual médio regional por habitante a preços correntes de mercado, foi de US$ 8.383, com valores semelhantes entre a América Latina e o Caribe.

Por sua vez, o saldo em conta corrente teve um saldo negativo de pouco mais de 125,6 bilhões de dólares (2,4% do PIB regional).

Com relação ao comércio intrarregional, em 2018 as exportações intrarregionais em comparação com o total das exportações atingiram 15,4%, enquanto as importações intrarregionais em comparação com o total das importações foram de 15,7%. Por sua vez, o índice de relação de preços de intercâmbio na região (com base em 2010), teve um aumento do 2,7% em 2018 para a América Latina em comparação com o nível do ano de 2017.

O terceiro capítulo oferece estatísticas e indicadores ambientais para a região. Destacam-se métricas sobre condições físicas, cobertura da terra, ecossistemas, biodiversidade, qualidade ambiental, solo, recursos energéticos, hídricos e biológicos, emissões atmosféricas, desastres, assentamentos humanos, regulação e governança ambiental.

Em apenas um ano, a proporção de águas marinhas protegidas com relação ao total de zonas econômicas exclusivas dos países da América Latina e do Caribe aumentou 50%, passando de 13,4% em 2017 para 20,1% em 2018, graças as ações de proteção na Patagônia chilena. Com isso, nossa região conseguiu cumprir a meta 11 da Convenção de Aichi sobre a Diversidade Biológica, bem como a meta 14.5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com relação à conservação até 2020 de pelo menos 10% das zonas costeiras e marinhas. No entanto, preocupa a heterogeneidade entre os países da região, pois apenas 8 dos 33 Estados-membros da CEPAL alcançaram o cumprimento do limite de 10%.

Com relação ao impacto dos desastres em grande escala na região, seu custo econômico é estimado em mais de 4 bilhões de dólares durante o ano de 2018. Nos últimos 50 anos, 70% do custo econômico acumulado como consequência dos desastres correspondeu a desastres relacionados com a mudança climática (hidrológicos, meteorológicos e climatológicos), por exemplo, furacões, inundações e secas.

O Anuário Estatístico é publicado nas versões impressa e eletrônica, com algumas diferenças. A versão impressa inclui uma seleção de quadros e gráficos com o objetivo de fornecer um resumo das informações estatísticas desde a perspectiva regional. A versão eletrônica inclui um número maior de quadros que fornecem informações mais detalhadas e informações sobre um período histórico muito mais amplo, além de um capítulo adicional onde são explicados os aspectos metodológicos e as referências às fontes de dados. Essas informações fazem parte do conjunto de estatísticas disponíveis na CEPALSTAT, a plataforma que dá acesso a todas as informações estatísticas atualizadas dos países da região coletadas, sistematizadas e publicadas pela CEPAL, que atualmente se encontra em processo de atualização tecnológica e funcional.

Como a maioria das informações vem de institutos nacionais de estatística, bancos centrais, organizações internacionais e outras instituições oficiais, a CEPAL convida os usuários a prestarem atenção às fontes e notas técnicas apresentadas nesse trabalho. Os dados são obtidos a partir de metodologias e normas internacionais, com a finalidade de assegurar a maior comparabilidade possível entre os países, portanto, esses números podem não necessariamente coincidir com os dados nacionais.

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