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Crescimento da América Latina e do Caribe chegará a 4,7% em 2011

Para 2012 espera-se que a região cresça 4,1% devido a um contexto internacional menos favorável.

15 de julho de 2011|Comunicado de imprensa

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De izquierda a derecha, Jurgen Weller, Oficial de Asuntos Económicos de la CEPAL, Osvaldo Kacef, Director de la División de Desarrollo Económico de la CEPAL, Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, y Luis Fidel Yáñez, Oficial a Cargo de la Secretaría de la Comisión CEPAL.
De izquierda a derecha, Jurgen Weller, Oficial de Asuntos Económicos de la CEPAL, Osvaldo Kacef, Director de la División de Desarrollo Económico de la CEPAL, Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, y Luis Fidel Yáñez, Oficial a Cargo de la Secretaría de la Comisión CEPAL.
Foto: Alejandro Hoppe/CEPAL

Veja apresentação multimedial (em espanhol)

(13 de julho de 2011) A América Latina e o Caribe manterão em 2011 a recuperação iniciada na segunda metade de 2009 após a crise econômica internacional e terão um crescimento de 4,7% graças ao impulso da demanda interna, segundo informa o Relatório da CEPAL.

Em seu Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2010-2011, apresentado hoje pela Secretária Executiva do organismo das Nações Unidas, Alicia Bárcena, a CEPAL indica que este crescimento implica em um aumento de 3,6% do PIB por habitante e reafirma que a atual conjuntura obriga a dar-se especial atenção aos desafios de política macroeconômica que a região enfrentará.

"Até que ponto estão a América Latina e o Caribe preparados  para administrar o crescimento econômico? Devemos recuperar o espaço fiscal para ter a capacidade de adotar medidas que assegurem um crescimento sustentado, com emprego produtivo e igualdade", afirmou Alicia Bárcena.

O crescimento regional em 2011 baseia-se em grande parte no impulso do consumo privado, explicado pela melhora dos indicadores do trabalho  e o aumento do crédito. Ao mesmo tempo, o esgotamento da capacidade produtiva ociosa, originado na sustentação da demanda interna, está dando lugar a um aumento do investimento que se beneficia de uma maior disponibilidade de crédito e que recupera os níveis alcançados antes da crise.

Segundo o Relatório, a expansão repercutirá também de forma positiva no mercado de trabalho da região, no qual estima-se   uma nova redução da taxa de desemprego de 7,3% em 2010 para entre 6,7% e 7% em 2011.

Da mesma forma que nos últimos anos, espera-se um crescimento  em três velocidades  na região. Por um lado, as maiores taxas de expansão são observadas na América do Sul, área que crescerá 5,1% em 2011, favorecida pela melhora significativa de seus termos de troca pelos maiores preços obtidos nas exportações de produtos básicos, nos quais está especializada. Entretanto, a sub-região da América Central em seu conjunto alcançará 4,3% e as economias do Caribe, 1,9%.

Nos países, o crescimento este ano será encabeçado pelo Panamá (8,5%), seguido pela Argentina (8,3%), Haiti (8,0%) e Peru (7,1%). Seguidos pelo Uruguai com 6,8%, Equador (6,4%), Chile (6,3%) e Paraguai (5,7%).  O Brasil e o México crescerão 4,0%, a Venezuela 4,5% e a Colômbia 5,3%.

No Estudo Econômico 2010-2011, a CEPAL adverte que o aumento dos preços internacionais dos alimentos e dos combustíveis, no contexto de um aumento da demanda interna, tem dado lugar ao surgimento de pressões inflacionárias. Como consequência, observa-se um relativo endurecimento da política monetária em vários países da região, o que tem aumentado a diferença entre as taxas de juros internas e as internacionais. Em uma conjuntura caracterizada por uma grande liquidez externa, esta situação favorece uma apreciação das taxas de câmbio nos países da região.

 

Perspectivas

Espera-se que a América Latina e o Caribe cresçam 4,1% em 2012, equivalente a um aumento de 3,0% no produto por habitante, mesmo persistindo uma elevada incerteza derivada da conjuntura externa.

Em seu Relatório, a CEPAL reforça os desafios em matéria de política macroeconômica que são apresentados aos governos da região em um contexto de aumento dos preços dos produtos básicos, elevada liquidez internacional e solidez de algumas economias latino-americanas.

No atual panorama, o maior atrativo que apresenta a região para os influxos de capitais e as pressões de apreciação das moedas locais poderiam ter um efeito benéfico no curto prazo que contribuiria para aliviar a pobreza, ou baratear os preços dos alimentos. Entretanto, é preciso considerar uma série de riscos e dificuldades que esta situação apresenta.

Por um lado, a região torna-se vulnerável a movimentos de capitais especulativos, na busca de ganhos de prazo muito curto, e podem originar-se bolhas nos preços dos ativos financeiros e mercados imobiliários.

Por outro lado, a elevada liquidez internacional pressiona ao mesmo tempo a queda real nas taxas de câmbio e a alta dos preços dos produtos básicos, funcionando como um incentivo para uma especialização intensiva na produção e exportação de bens primários.  Isto aumenta a vulnerabilidade das economias da região aos choques externos e gera maior volatilidade do investimento, afetando assim de maneira negativa a capacidade de crescer, de gerar emprego produtivo e de diminuir a desigualdade.

De acordo com a CEPAL, as autoridades econômicas da região devem implementar medidas para conter a apreciação  cambial, combinando intervenções nos mercados de câmbio, controle na entrada de capitais e regulamentações financeiras. Estas medidas aumentariam seu potencial se fossem acompanhadas de uma política fiscal orientada para o aumento da poupança do setor público.

Finalmente o Relatório adverte sobre as incertezas existentes na economia internacional, especialmente a situação nos Estados Unidos, Europa e Japão, e a eventualidade de uma deterioração do contexto internacional que limite o potencial de crescimento da região. Devido a isso é aconselhável aproveitar a atual conjuntura favorável para recuperar o espaço de políticas que se retraiu com a crise.

Ver também:

O Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2010-2011, estará disponível no site da CEPAL a partir de 13 de julho.

Para consultas, contactar a Unidade de Informação Pública e Serviços Web da CEPAL. E-mail:: dpisantiago@cepal.org  ; telefone: (56 2) 210 2040.

No Brasil entrar em contato com: Pulcheria Graziani - E-mail: pulcheria.graziani@cepal.org Telefones: (61) 3321-3232 ou (61) 3321-5494 - Celular: (61) 9976-8030

 

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