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Crescimento da América Latina e do Caribe aumentará 2,2% em 2015

A CEPAL prevê que o PIB regional crescerá somente 1,1% em 2014.

2 de dezembro de 2014|Comunicado de imprensa

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Foto de la presentación del Balance Preliminar
El informe Balance Preliminar de las Economías de América Latina y el Caribe 2014 fue presentado en conferencia de prensa en la CEPAL por su Secretaria Ejecutiva, Alicia Bárcena (al centro).
Foto: Carlos Vera/CEPAL

(2 de dezembro de 2014) O crescimento da América Latina e do Caribe se recuperará em 2015 e chegará a 2,2% em média, segundo novas estimativas apresentadas hoje pela CEPAL.

De acordo com o organismo regional das Nações Unidas, este aumento moderado ocorrerá em um contexto de uma lenta e heterogênea recuperação da economia mundial, com queda nos preços das matérias-primas e um escasso dinamismo da demanda externa da região, além do aumento da incerteza financeira.

O desempenho da economia mundial no futuro terá efeitos diferentes entre os países e sub-regiões em 2015, tal como se observou no decorrer de 2014. Espera-se que a América Central, juntamente com o Haiti e o Caribe de língua espanhola cresçam a uma taxa de 4,1%, a América do Sul 1,8% e o Caribe de língua inglesa 2,2%.

Os países que liderarão a expansão regional no próximo ano serão o Panamá, com um aumento em seu produto interno bruto (PIB) de 7,0%, a Bolívia (5,5%), o Peru, a República Dominicana e a Nicarágua (5,0%).

Em 2014 o crescimento médio regional foi de somente 1,1%, a expansão mais baixa desde 2009. O desempenho regional mostra uma grande heterogeneidade entre países e sub-regiões: A América Central juntamente com o Haiti e o Caribe de língua espanhola cresceram 3,7%, a América do Sul 0,7% e o Caribe de língua inglesa 1,9%.

Na área fiscal, a América Latina apresentará um leve aumento no déficit de 2,4% do PIB em 2013 para 2,7% em 2014, enquanto que o Caribe reduzirá seu déficit para 3,9% em 2014, em relação a 4,1% no ano passado. Além disso, a dívida pública dos países da região se manterá em níveis baixos e estáveis, com uma média próxima a 32% do PIB.

No entanto, a inflação regional acumulada em 12 meses até outubro foi de 9,4%, em média com um comportamento muito heterogêneo entre os países, e a taxa de desemprego aberto urbano registrará uma nova queda a 6,0% de 6,2% do ano anterior, apesar da fraca geração de emprego, produto do baixo crescimento econômico.

A desaceleração do investimento que se observa desde 2011, e que durante 2014 se contraiu em torno de 3,5%, é um fator importante da queda na taxa de crescimento do PIB.

Esses dados foram apresentados na coletiva de imprensa na sede da CEPAL em Santiago, Chile, pela Secretária Executiva da Comissão, Alicia Bárcena, e fazem parte do relatório anual Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2014, que será publicado nas próximas semanas.

 “Dinamizar o crescimento econômico e reverter a desaceleração no atual contexto da economia mundial implica amplos desafios para a região”, afirmou Alicia Bárcena durante a coletiva de imprensa. “Entre esses é necessário reativar a demanda interna privilegiando a dinâmica do investimento. Isto impactaria positivamente na produtividade e na competitividade das economias”, acrescentou.

Para isso a CEPAL propõe a necessidade de expandir a arquitetura macroeconômica contracíclica incorporando mecanismos que protejam o financiamento do investimento, em particular da infraestrutura, através das distintas fases do ciclo.

Por sua parte, a integração regional deve desempenhar um papel primordial para aumentar a demanda agregada regional, apoiar os avanços na produtividade através da inclusão das empresas dos países em cadeias de valor regionais, e fortalecer a capacidade da região para enfrentar choques externos por meio da integração financeira.