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Disponível em:Português

O Brasil na governança das grandes questões ambientais contemporâneas, país emergente?

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Autor institucional:
  • NU. CEPAL. Oficina de Brasilia
  • Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Signatura: LC/BRS/R.253 52 p. : tabls. Editorial: CEPAL, IPEA janeiro 2011

Descrição

"Nas duas últimas décadas, ou seja, a partir das negociações da Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o tema ambiental vem ganhando importância na agenda brasileira, tanto na dimensão nacional, quanto na internacional. Nesta última, o Brasil tem assumido papel cada vez mais importante em determinados regimes internacionais, em função da sua posição sui generis, como o país mais rico em diversidade biológica do planeta. Entretanto, outros fatores cruciais são a expansão do mercado nacional; seu modelo agroexportador exitoso; seu crescimento econômico que o permite integrar o seleto grupo de "emergentes" e o G20; bem como sua reconhecida capacidade científica e tecnológica em alguns setores, para mencionar apenas alguns. Além disso, o contexto internacional é favorável a uma participação mais ativa de países emergentes, detentores de "responsabilidade futura" nas questões ambientais. Tal contexto decorre da fragmentação da governança global ambiental e de um multilateralismo a ser construído no novo mundo multipolar com os países emergentes. Este aumento de poder do Brasil nos tabuleiros multilaterais resulta também de uma política externa coerente no sentido de defender os interesses nacionais com base em três grandes princípios: o do direito ao desenvolvimento, o da soberania e o das responsabilidades comuns, porém diferenciadas."