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CEPAL destaca em Bruxelas espaços de convergência e cooperação entre a União Europeia e a Região

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10 de junho de 2015|Comunicado de imprensa

Alicia Bárcena reuniu-se com a Chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e participou das reuniões acadêmica e empresarial realizadas no marco da Cúpula CELAC-UE que termina amanhã na capital da Bélgica.

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foto de Alicia Bárcena e Federica Mogherini.
A Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena (esq), e a Chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini (dir).
Foto: Conselho Europeu.

A América Latina e o Caribe e a União Europeia podem aprofundar ainda mais sua cooperação nos âmbitos educativo e produtivo, especialmente em temas de ciência, tecnologia e inovação e pequenas e médias empresas (PMEs), para avançar desta forma no caminho para o desenvolvimento sustentável com igualdade, propôs hoje em Bruxelas, Bélgica, a Secretária-Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Bárcena encontra-se na capital belga participando de diversos eventos relativos à II  Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) e a União Europeia (UE), que reúne entre hoje e amanhã representantes de 61 países de ambas as regiões.

Neste marco, a Secretária-Executiva da CEPAL manteve hoje um encontro com Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança. Ambas concordaram em aspectos relativos à luta contra a mudança climática e a Agenda de Desenvolvimento pós-2015, e avaliaram como excelente a atual cooperação entre a União Europeia e a CEPAL, por meio de seus distintos programas. Bárcena aproveitou, também, a oportunidade para convidar Mogherini para o próximo Período de Sessões deste organismo regional da ONU, que será realizado em 2016 no México.

A máxima representante da CEPAL participou nesta quarta-feira, 10 de junho da sessão plenária da Cúpula Empresarial CELAC-UE juntamente com Román Escolano, Vice-presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), e Luis Alberto Moreno, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os representantes analisaram as oportunidades que se apresentam em matéria de comércio birregional e de acesso ao financiamento, assim como os projetos atuais e futuros de cooperação econômica, especialmente os relativos às PMEs.

“Na América Latina e Caribe e na União Europeia, as PMEs são atores chave do desenvolvimento produtivo, já que representam 99% das empresas e empregam entre 40% e 80% dos trabalhadores”, afirmou Bárcena. Não obstante, “as PMEs latino-americanas investem menos em investigação e desenvolvimento do que suas contrapartes europeias”, enfatizou a Secretária-Executiva, que viajou acompanhada do Diretor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da CEPAL, Mario Cimoli, e o Oficial encarregado da Secretaria da Comissão, Luis F. Yáñez.

Na segunda-feira, 8 a alta funcionária participou da Cúpula Acadêmica CELAC-UE, onde apontou a necessidade de estreitar o vínculo entre educação, inovação e mercado do trabalho para alcançar melhora na produtividade, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida da população. “A região precisa deixar de ser uma economia de matérias-primas para converter-se em uma economia do conhecimento”, sustentou.

Nesta semana em Bruxelas, a CEPAL apresentou o documento La Unión Europea y América Latina y el Caribe ante la nueva coyuntura económica y social, (A União Europeia e a América Latina e o Caribe diante da nova conjuntura econômica e social) que detalha as realidades econômica e social de ambos blocos com o fim de aprofundar o diálogo e a busca de pontos de convergência.

No dia 5 deste mês, como parte de sua viagem pela Europa, Alicia Bárcena também foi uma das principais conferencistas da primeira sessão do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe 2015, organizado em Paris pelo Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), pelo BID e pelo Governo da França.

Em sua apresentação nesse Encontro, Bárcena explicou que a Região encontra-se em uma encruzilhada, já que depois de mais de um quinquênio de expansão econômica e social, hoje enfrenta uma forte desaceleração e uma mudança de ciclo, com o fim do período de preços altos das matérias-primas, um aumento do financiamento e maior volatilidade financeira internacional.

“A melhora da produtividade com trabalhos decentes, a igualdade no centro e a mudança nos atuais padrões insustentáveis de produção e consumo devem ser nosso norte”, declarou a alta funcionária.